quinta-feira, agosto 13, 2009

[ADOTADOS] Rex, predador que virou presa

Fazendo jus ao seu nome, o cachorro Rex mostrou que tem peito. Traçando um paralelo com um velho conhecido e temido nosso, o Tiranossauro, mais conhecido pela alcunha de Tiranossauro Rex, oriunda de seu nome científico Tyrannosaurus rex, que significa "Lagarto Tirano Rei", dinossauro carnívoro e bípede que viveu no fim do período Cretáceo, habitando principalmente a América do Norte.
Com suas pernas fortes, atingia velocidade de cerca de 50 km/h, grandes dimensões e dono de uma mandíbula capaz de ingerir meia tonelada de comida de uma vez só, notabilizou-se como um dos maiores carnívoros terrestres de todos os tempos. Para ajudar em suas boquinhas, tinha dentes de 20 cm em média, do tamanho de uma régua escolar pequena, convergentes, cônicos e grossos, capazes de estraçalhar os ossos de suas presas.
Dentes grandes, sim, que deixariam o lobo mau da estória da chapeuzinho envergonhado. No entanto para poder fazer suas bocarras, deveria ter uma estrutura anatômica que o favoreçe. Os cientistas do começo do século passado teorizavam que o animal tinha o formato de um tripé, com o corpo a 45º e de cauda rastejante como a do canguru. Em meados de 70, os estudiosos começaram a descartar essa hipótese, pois causaria danos nas suas articulações. Atualmente, sabe-se que o dinossauro é como foi apresentado no filme "Jurassic Park", de Steven Spielberg. Corpo paralelo ao chão e com a cauda reta, servindo-lhe de direcionadora e fazendo o contraponto com a gigantesca cabeça.
Foi com essa postura que o xará canino saiu às ruas em um de seus livres passeios matinais. Predador que é, encontrou Kiara na rua e aconteceu. Voltou para casa na surdina, agradou seu dono como sempre faz e retornou à sua boa e velha rotina. Eis que dois meses depois, voltou à vizinhança prenha. O cão manteve as aparências, tratando-a com um pouco mais de carinho, o que gerou algumas suspeitas por parte do dono. Ele acolheu-a em sua casa e quando os filhotinhos vieram ao mundo, elas acabaram, Rex era o pai daqueles seis filhotes, esculpidos e encarnados como o velho cínico. Três de cada sexo, todos pretos com mancha marrom na altura das sobrancelhas. Todos prontos para adoção, assim como sua progenitora. Para tristeza de Rex e alegria de seu dono, que já não sabe mais como conter as investidas do macho.
Características dos filhotes:
- Cerca de dois meses;

Características da mãe:
- Vide foto abaixo;


Contatos para adoção:
ADOTADOS

segunda-feira, agosto 03, 2009

Nino, o italianinho

Brasileirinho, com ascendência inglesa e nome italiano. Nino é fruto da globalização moderna. Estamos tão habituados a ela que pouco pensamos sobre todo o período histórico que a antecede, salvo claro, aqueles que viveram plenamente tal estado precedente da humanidade. Essa reflexão, mais que importante, e a coincidência do ponto de partida dela, o nome do cachorrinho abandonado, remete-nos a uma telenovela brasileira produzida pela Tv Tupi no final de 69, "Nino, o Italianinho". Seu enredo, o dia-a-dia de um imigrante italiano que trabalha arduamente em terras transcontinentais.
Muitos se identificaram com ele. Chegou ao país aos 15 anos juntamente com um tio. À base de muito "lavoro", conseguiu comprar um açougue. Com seus trejeitos típicos, mas fervendo de alegria e de bondade, tenta fisgar o coração de Natália que prefere um bom e abastado partido, o patrão, dono de uma joalheria.
Nesse ínterim, uma outra paixão se insinua, Bianca, meiga, tímida e que manca em uma das pernas, sofre em silêncio pelo italianinho. Pouco a pouco, as personagens vão se aproximando e Nino, em uma dessas manifestação paulatinas do destino, começa a vê-la com outros olhos e a deixar seu coração se levar ao sabor das ondas da vida. O resultado é uma belíssima e celebrada união ítalo-brasileira.
Esse enlaçe sentimental de duros percalços, atrapalhado por falsas expectativas de ambas as partes, é o núcleo central da trama. Entretanto há outros personagens que pontuam-na com suas batalhas diárias pelo pão e pelo bem-estar. Vale ressaltar o papel de Dona Santa, viúva e mãe de três mancebos, a típica mãe italiana: abnegada, expansiva, trabalhadora e superprotetora. Sua figura era muito valorizada pela vizinhança, todos a procuravam na dificuldade. Ela foi a dona santa-casamenteira que desviou os olhares do italianinho de Natália para Bianca.



Uma estória de dificuldades e adversidades que pela sua vivacidade marcou a dramaturgia brasileira. Na vida real, com o nosso Nino não é diferente, dourado na carapaça, mas acinzentado pelo destino, esse cocker experiente foi resgatado no último sábado, após 15 sofridos dias na rua, vagando, submetido ao trio parada dura: fome, frio e chuva, batalhando seu espaço com outros animais de rua e se esquivando dos chutes do animal homem. Seus olhos são o espelho dessa vida difícil. A Abeac - Associação Bem Estar Animal Amigos da Célia está trabalhando na sua recuperação. Pelo menos sua visão já captou uma nova cor, o branco da clínica em que está internado. Quando ganhar forças novamente, merece um novo direito à vida, no seio de uma família interessada e responsável.

Características:
- 10 anos de idade;
- Cocker Spaniel Inglês;

Contatos para adoção, São Paulo - SP:
Marli - e-mail: marli@abeac.org.br
Euridice - Tel.: (11) 5631-3852 ou (11) 7535-4183

sexta-feira, julho 24, 2009

Recompensa de 250 lambidas por dia

A Abeac - Associação Bem Estar Animal Amigos da Célia é uma ONG que luta contra o desamparo animal. Recentemente, fizeram um vídeo detalhando o modus operandi da entidade http://abeac.multiply.com/video/item/5/VTS_01_1.VOB. Esta é uma matéria feita em cima das imagens colhidas por eles e com base em dados recentes que recebi de uma das ativistas da organização por e-mail. Ajude a Abeac a manter sua população de cãezinhos, ou então, adote um de seus animais.


Contatos:

quarta-feira, julho 15, 2009

Paulistas Espertos

"É do Brasil, meu povo", gritaria energicamente o locutor esportivo Silvio Luiz. É com vibração semelhante que afirmamos que o Terrier Brasileiro ou, como é conhecido em São Paulo e estados próximos Fox Paulistinha, é uma raça canarinha. Seu surgimento, no entanto, divide as opiniões de especialistas. Uma corrente defende que nobres brasileiros que viajavam para a França ou para a Inglaterra para estudar, ao retornarem traziam consigo cães da raça terrier ao país. Esses imigrantes de quatro patas se acasalaram com cães brazucas e originaram o Terrier Brasileiro. Outros são irredutíveis em dizer que a raça surgiu em São Paulo e avançou rumo a outras regiões do território nacional.
Recuperar a história não é nada fácil. A tese mais moderna é a de que os animais tenham desembarcado aqui a bordo de navios ingleses. Eram tripulação fixa das embarcações com o firme propósito de combater os ratos e suas pulguinhas nocivas. Nada menos que cuidados pertinentes, haja vista que a peste negra assolara a Europa até então. Em terra firme, cuidaram de perpetuar a espécie. Outros exemplares de terrier atingiram outros países, como Portugal, Japão etc. locais onde se notam raças similares à do Fox Paulistinha.
Abençoados sejam seus bisavós que não resistiram ao charme das cadelinhas brasileiras e os conceberam. As características principais dos paulistinhas são alegria, agilidade, inteligência e adestrabilidade notória. Com certeza, já viu algum deles em comerciais de televisão e se impressionou. Dando continuidade a essa herança de mesclagem de raças, temos dois descendentes de Fox Paulistinha, mestiços de terrier brasileiro com SRD (sem raça definida). O casalzinho Ranny e Babi é dócil, bem-educado e adora brincar, seu passatempo predileto. Que tal jogar bolinha com eles?

Ranny e Babi

Babi
Características:
- 5 anos;
- Castrados e vacinados;

Contatos para adoção:
Cecilia Beatriz Miguéis
Animais Precisam Ajuda
Tel.: (11) 5579-1822/9339-8880

domingo, julho 12, 2009

Adultos que se entendam

Cuidando que estão optando pelo melhor em suas vidas, muitos preferem adotar um filhote a um adulto. Será que estão escolhendo bem ou podem estar cometendo um grande erro? Para não dar margem a dúvidas, seguem dez excelentes motivos, elencados pela União Protetora dos Animais de Rua - Upar, para se acolher um cachorro marmanjo:
- Não choram à noite, como fazem os pimpolhos;
- Não haverá problemas quanto às dimensões do animal. Muitos filhotes podem crescer exageradamente e colocar seu dono em apuros por isso;
- Podem passar parte do tempo sozinhos em casa tranquilamente. Já os pequenos precisam de atenção e carinho constantes;
- Por estarem com o sistema imunológico completamente formado são mais resistentes a doenças que podem ser fatais na fase da infância, como a cinomose, por exemplo;
- Já sabem como se comportar. Não será necessário lhes ensinar, com muito afinco, onde fazer suas necessidades;
- Maduros, não costumam ser do arco-da-velha como os filhotes, preservando sofás, pés de cadeira e chinelos;
- Acompanham bem o ritmo das crianças, ávidas por estripulias mil, como correr, pular ou rolar pelo chão. Os pequeninos já não tem o mesmo gás;
- Observamos as características de sua personalidade: dócil ou agressivo; entrosamento melhor com outros animais ou com humanos. Os miudinhos são verdadeiras caixinhas de surpresas, acredite!
- Via de regra já estão castrados. Esqueça a preocupação com crias indesejadas e com o período adequado para o procedimento cirúrgico, além dos posteriores cuidados do pós-operatório.
- Por terem levado, literalmente, uma vida de cão nas ruas, abandonados à própria sorte, são muito gratos a seus donos. Nem sempre esse vínculo emocional se estabelece entre filhote e adotante;
Agora que está mais informado acerca do assunto pense na possibilidade de confortar uma das cadelinhas abaixo:
FLORA - Cerca de um ano, 9 kg, de coloração avermelhada e manchas brancas, com olhos verdes iluminados.
NINA - Dois anos aproximadamente, 7 kg, acinzentada.
Ambas estão castradas e cheias de amor para dar!

Contatos para adoção:
Marlei Barros - Guarulhos, SP.
Tel.: (11) 9687-6229
P.S.: Na impossibilidade de o adotante buscar a escolhida na casa dele, compromete-se a levar a sortuda até a residência do adotante.

sábado, julho 11, 2009

"Me Leva", hit de Os Largados

"Com vocês, Raul, Rui, Rob, Oooos Laaaaargadoooos!", essas poderiam bem ser palavras lançadas ao público por Gugu Liberato para introduzir uma boy band no palco de seu programa de auditório, com uma fã de carteirinha reagindo histericamente, é claro, a Raquel. O termo inglês, cunhado em meados dos anos 90, conceitua bandas formadas por vocalistas rapazes que entoam canções pop e mostram coreografias bem dançantes. Geralmente são selecionados por produtores e os critérios de escolha são boa aparência e talento para o dança e para o canto, ou seja, são grupos pré-fabricados.
Mas vale lembrar que essas bandas não surgiram por geração espontânea naquele momento histórico. Houve avós e pais das boy bands. Os mais notórios da primeira geração foram The Jackson 5, The Osmonds e The Monkees. Essa última, pela jocosidade de sua formação merece ter sua história reavivada. Na intenção de encontrar uma possível rival para o furação The Beatles, nos anos 60, os produtores da rede norte-americana NBC colocaram um anúncio no jornal recrutando "quatro loucos entre 17 e 21 anos". Os manicômios se esvaziaram e muito pais ficaram insanos de alegria. Apareceram mais de 400 candidatos. Apenas quatro, com perfis muito diferenciados entre si, puderam aposentar a camisa-de-força.
Continuando a linha do tempo, os representantes maiores da segunda geração foram os porto-riquenhos do Menudo. O padrinho do grupo foi o o produtor Edgardo Díaz e o ano de concebimento da boy band foi 1.977. Eles mexeram com a América Latina, fisgando inicialmente a Venezuela, passando pela Argentina e chegando com ares de fenômeno no Brasil. No País, nos anos 80, não tinha para ninguém, era uma das bandas de maior visibilidade na mídia. Suas músicas seduziram milhares de meninas adolescentes que fundaram uma infinidade de fãs-clubes. Uma das tocadas ao extremo foi "Não se Reprima".
Seguindo os passos dos pioneiros do estilo, Os Largados, com a expressividade de seus membros, já emplacou uma música triste, bem fossa, que chega apenas aos ouvidos dos mais atentos, o hit "Me Leva", que não sai da cabeça da Raquel.






Características:
- Devem atingir porte médio;
- 3 meses;
- Vermifugados;

Contatos para adoção:
Sonia Lobarinhas - Tel.: (11) 8447-5811

quarta-feira, julho 08, 2009

Fofura Tem Preço

"Que bonitinha, que fofa! Mamãe, deixa eu levá-la para casa" e a progenitora cede aos apelos da filhinha, sem pensar muito nas consequências. Resultado: abandono posterior. Essa constância de comportamento é corriqueira, todo mundo conhece um primo do amigo do conhecido que já cometeu esse tipo de atrocidade. O que pouco se fala, que mal se vê, todavia está embutido no cerne do problema é a falta de discernimento na hora da adoção animal.
Posse responsável é o que qualquer pessoa que adota um cão deve ter claro na cabeça. Ressaltaremos alguns itens da cartilha do adotante de ouro. Um cachorro vive bastante, de 15 a 20 anos, com diversas fases: infância, choros de madrugada, roeção de chinelo; juventude, energia saindo pelas ventas; velhice, alteração do metabolismo e doenças senis. A nutrição deve ser adequada, ração é o ideal, atentando-se para as de boa e de má qualidade, água é "open bar", à vontade. Atenção à higiene do animal, banhos e tosas, e do local, afinal seu animal de estimação não é um porco. A Prevenção de Doenças é fundamental, as famigeradas vacinas que defendem o sistema imunológico do bichinho. A Castração é primordial, um animal nessas condições vive mais, já que suas chances de desenvolver infecções e câncer no seu aparelho genital são menores. Além de ficarem mais mansos, menos ansiosos no período do cio. Eles não irão engordar, nem eles nem vocês, se vocês mantiverem seus hábitos saudáveis. De acordo com pesquisas recentes, cada casal de animal pode gerar ao fim de seis anos 67 mil descendentes. E depois quem leva a fama de viris são os coelhos e hamsters!
Esses sãos os principais mandamentos do adotante de ouro. Sem esquecer a determinação básica de alguém interessado em companhia canina para as próximas décadas: "Não Abandonarás!". Senão, situações como esta em que a cachorrinha das fotos se meteu, não deixarão de acontecer. Abandonada, há dois meses elegeu um lugar para passar a maior parte do seu tempo, perambular por aí cansa. Ganhou a atenção dos moradores locais, comida, água e um pouco de carinho. Pouco para um ser tão dependente, ultimamente, perceberam que está a cada dia mais magra, de olhar cabisbaixo e muito calada. Fica ali na sarjeta, tremendo de frio, embaixo de chuva, muito assustada, porque por mais que tente se fazer despercebida, sempre tem um ou outro, que desprovidos de alma, atiram pedras na coitadinha.




Contatos para adoção (Arthur Alvim, Zona Leste de São Paulo):
Brenda ou Climene. Tel.: (11) 2748-1221
Alex, marido da Climene. E-mail: alex.modelagem@hotmail.com