terça-feira, agosto 24, 2010

Leãozinho brasileiro

Muito comum em meados dos anos 70 no Brasil, as gírias hippies estavam na ponta da língua de todos os jovens. Algumas, com menos frequência, são usadas até hoje: Bicho Grilo, Patota, Jóia, Sacar, Cara, Massa, Falou e Disse, Véio, Coroa, Repeteco e, a principal delas, Bicho. Essa última, vira e mexe, algum mais desavisado, despojado em revelar a idade, solta por aí.
O contemporâneo cantor Caetano Veloso deu a um de seus discos o nome de "Bicho". Entre as músicas que encantaram os fãs estavam "Odara" e mais três músicas relacionadas à natureza, "Um índio", "Tigresa" e "O leãozinho". Esta canção que faz referência a um selvagem filhote que caminha sob o raio de sol da manhã, muito à vontade em direção ao mar, desentristecendo o poeta, tem uma melodia muito marcante.
Mas alguns podem se perguntar de onde surgiu tal inspiração? Houve quem dissesse que ela fora feita para uma mulher, a exemplo de outra música dele, "Vera Gata", composta para a atriz Vera Zimmerman. Não é o que diz a versão oficial, que consta no livro "Sobre as letras", um apêndice da obra "Letra só", que reúne todas as composições do artista baiano. A seleção, organização e prefácio ficou a cargo de Eucanaã Ferraz, poeta e professor de literatura.
Quem apostou nisso, errou feio. Caetano conta na obra que a canção fora feita para o contrabaixista Dadi, seu grande amigo. E endossa: "Ele é bonito e, nessa época ele era novinho, era lindíssimo. É de Leão, assim como eu".


Agora, uma sugestão para quando você escutar a música novamente. Ouça-a imaginando o seguinte cachorrinho, em vez do rei da selva. Ele, também está ao léu, como o leãozinho da música, só esperando um adotante que "para desentristecer o seu coração tão só, basta encontrar você no caminho". 



Características:
- 1 ano;
- porte médio;
- vermifugado, castrado e vacinado;
- convive bem com outros cães;

Contatos para adoção em São Paulo, SP:
Marli - E-mail: marli@abeac.org.br
Euridice - Tel.: (11) 5631-3852/ 7535-4183

terça-feira, agosto 03, 2010

Ele é o tal

O SRD (Sem Raça Definida) não tem pedigree, mas é mais resistente a doenças, uma vez que o cão de raça, por ter menor variedade genética, fica mais suscetível a moléstias. Pode te acompanhar por anos a fio e estar presente nos seus melhores momentos da vida. Quer adotar um?

FEIRINHA DE DOAÇÃO DE CÃES E GATOS


Encontro Marcado 
7 de agosto (sab.), das 11h às 16h30
Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 523 – Vila Mariana (Acesso pela estação Ana Rosa do Metrô; próximo ao Parque Ibirapuera).

Para todos os gostos
São filhotes, jovens e adultos, castrados e vacinados.

Escolhido o bichinho...
Pedimos, se possível, apenas o reembolso de custos de
castração e outros cuidados, no valor de R$ 50.


Criança gostou, mas é a mamãe quem leva

O adotante precisa ter mais de 21 anos de idade, portar documento de identidade, CPF e comprovante de residência.

Auxilie-nos a dar-lhes mais esperança

Ajuda nunca é demais. Aceitamos doações de material de limpeza, remédios, rações caninas e felinas, padrinhos para os animais, lares transitórios, voluntários, divulgação na mídia. Não dispomos de abrigos, mas ajudamos a doar os bichinhos. 

Lembrete importante

Jamais abandone um animal de estimação. Se por uma ironia do destino, precisar se desfazer dele, entre em contato com protetores de animais que o ajudarão a encontrar um novo dono com mais posses, tempo e muito amor para dar ao seu bichinho. Encontrar um novo lar para ele é uma solução positiva que fará bem ao seu coração. 

Faça a diferença



Contatos:
Cecilia Beatriz Migueis
Animais Precisam Ajuda
Tel: (11) 5579-1822/ 9339-8880

E-mail: animaisprecisamajuda@uol.com.br


quinta-feira, julho 29, 2010

Sua Cherie

A essência dessa cadelinha se traduz pelo olhar e pela atitude. Resgatada em maio, transpira alegria e carinho. Essa última qualidade é sua marca e o que lhe rendeu um nome muito peculiar. Vale contar como se deu. Seu padrinho estava em dúvida de como chamá-la, tinha alguns nomes em mente, mas não conseguia chegar a um definitivo. Deixou o assunto para lá, pegou um CD do Rod Stewart, "Soulbook" (2009), e colocou no aparelho de som e foi passando de um clássico a outro aleatoriamente. Foi quando começou a tocar aquela melodia gostosa, que fica na cabeça. O hit era "My Cherie Amour", imortalizada na voz de Stevie Wonder, mas que nessa nova roupagem ganha mais sustância e embala uma vez mais os casais apaixonados e os românticos antenados. O nome da cachorrinha ficou Cherie. E a esperança dele é que, como na música, alguém tenha a mesma vontade de Wonder quando diz: "You're the only girl my heart beats for" (Você é a única garota por quem meu coração bate) e adote-a para poder dar lhe amor incondicional.


Características: 
- 9 meses;
- castrada, vacinada e vermifugada;
- porte médio;



Contatos em São Paulo, SP:
Elisa
Tels: (11) 7564-6058/ 3781-1415
E-mail: zemanchabelinha@hotmail.com
* com informações do blog Adotação - http://adotacao.blogspot.com/

quarta-feira, maio 26, 2010

Nas mãos dela e Dele

Anjo (do latim angelus, mensageiro), de acordo com a tradição cristã é uma criatura celestial, superior aos homens, entretanto abaixo de Deus. É o faz-tudo Dele. Comumente são representados na forma de crianças, devido à inocência e virtude destas, com belezas delicadas e fortes brilhos. Na hagiografia cristã, não raro, são atribuído-lhes diversos milagres. A crença corrente nesses moldes cristãos é a de que entre as suas atribuições figura o auxílio à humanidade na aproximação com o Todo-Poderoso.  São classificados de acordo com a hierarquia em três ordens ou tríades: a primeira, anjos bem próximos a Deus; a segunda, os Príncipes da Corte Celestial; a última, os anjos ministrantes, ligados ao mundo material.
Não sou místico, longe disso, mas acho que entrei em contato com um. Na verdade, esse integrante da terceira tríade, enviou-me um e-mail ontem. Só pode ser. De acordo com seu relato, ela é uma protetora independente; castrou por volta de 60 animais ano passado; negocia preço com veterinários para poder continuar seu trabalho árduo e, ao mesmo tempo, prazeroso; compra vacina de uma ONG; mantém um convênio com um Pet para deixá-los ali, temporariarmente; resgata cães e não descansa até que o animal esteja em um lar onde a posse seja responsável. 
Essa empreendedora que se desvia das dificuldades intencionando alcançar seu grande objetivo, um lar para quem não faz a menor idéia do que isso seja, só pode ser uma dessas criaturas. E a maior prova disso é o título que criou na hora de escrever o e-mail, "publicação da foto de um anjo". Não, não era uma foto dela, mas de uma cadelinha que está sob os seus cuidados e, certamente, incluída nos misteriosos planos de Deus.
Características: 
- Castrada, vermifugada e vacinada; 
- Porte médio; 
- Não late, mansa, ideal para apartamento; 
Contatos para adoção, zona norte de São Paulo - SP: 
Fabiana Arantes
Tels.: (11) 3496-6982/ 7647-4620

terça-feira, maio 25, 2010

É meu e ninguém tasca

O notebook me mereçe, pois somente eu posso cuidar-lhe, dar-lhe a atenção devida, torná-lo amigo de todas as horas e oferecer-lhe trabalho por anos à fio.

Eu mereço um Netbook

domingo, abril 04, 2010

[ADOTADAS] Descascando a Páscoa

Os cristãos comemoram a Páscoa, do hebraico Pessach, passagem, como a ressurreição de Cristo, mas a celebração é anterior ao retorno do Messias, remetendo-nos há 3,5 mil anos, quando de acordo com a Torá, Deus enviou as Dez pragas do Egito sobre o povo daquele país. Antes da décima, o profeta Moisés foi instruído a pedir para que cada família hebréia sacrificasse um cordeiro e molhasse os umbrais das portas com o sangue do animal intencionando não serem acometidas pela morte de seus primogênitos. Driblaram essa tragédia prenunciada e se protegeram da Ira Divina; já os descendentes mais velhos dos egípcios não tiveram a mesma sorte, o que deixou o faraó atemorizado e culminou no Êxodo, libertação daquele povo escravizado para adoração de Jeová no deserto. Como recordação, o sacrífício de Pessach foi instituído para todas as gerações. 
Com todo o seu ecumenismo intrínseco, a celebração tem registros até na China. Lá, eles comemoram-na há milênios também, mas como uma festa de prenúncio da primavera. Uma das vertentes de pesquisa do fenômeno, atribui a eles a criação dos ovos decorados como presente nessa data especial. Amigos trocavam  entre si ovos cozidos, coloridos por alguns ingredientes, entre eles, a beterraba. 
No período das grandes navegações, missionários que visitaram a China gostaram da idéia e a trouxeram para o hemisfério ocidental. Aqui, os ovos de galinha ou pata enfeitados eram os presentes de Páscoa e o coelho, símbolo da fertilidade, sua marca representativa. Mais tarde, no século 18, a Igreja fez do ovo o estigma da ressurreição de Cristo, santificando um costume pagão. 
Hoje em dia, marcadamente nesse período, os "chocólatras" se realizam comendo bombons e as deliciosas cascas embrulhadas em elegantes pacotes. Os tipos são muito variados, todavia há um que desperta a atenção pela excentricidade, o ovo bicolor, com metades branca e preta. Encarnando toda a alegria da páscoa e representando cada uma dessas partes, temos uma cadela branca e outra negra para adoção.
Características: 
Clarinha
- porte pequeno (9kg)
- um ano;
- castrada e vacinada; 
Síssi 
- porte pequeno (11kg); 
- um ano;
- vacinada e castrada; 



 
  





























Contatos para adoção, São Paulo - SP: 
ADOTADAS

sexta-feira, março 12, 2010

Malu, castrada pela vida

Castração animal é um tema inicialmente bastante controverso. O senso comum prega que a prática é uma judiação com o bichinho. Para tentar quebrar esse preconceito, o médico veterinário Dr. Wilson Grassi, autor do livro "Como cuidar de seu cão e gato de forma responsável" propõe uma reflexão acerca de pontos-chave para tentar minimizar aquela natural resistência dos adoradores dos animais. Vamos a ela. 
São Paulo tem uma grande população de cães, mais de três milhões, traduzindo em miúdos, um cão para cada quatro pessoas. Desse total, um terço está desamparada, um milhão de focinhos ao relento. De acordo com suas observações, já há uma maior variedade de raças dentro desses sem-teto, poodles, cockers, pit bulls, entre outras. A maioria deles está na região leste, São Miguel, São Matheus, Cidade Tiradentes, Guaianazes, só para citar alguns bairros. 
Vivendo como Deus quer, sem um tutor, alguns ainda contam com simpatizantes que gostam de sua presença rápida nos arredores, mas que não são capazes de protegê-los, estando então submetidos a condições muito adversas, como atropelamentos, frio, fome, viroses, envenenamentos... Desgraçados que estão, ainda se tornam um problema de saúde pública uma vez que que se tornam vetores de doenças para os humanos. 
Ninguém quer ver um cão passando por esse sufoco chamado vida nas ruas, todavia muitos não tem uma perspectiva correta do problema. O cruzamento indiscriminado, acreditado pelos donos como uma forma de bem-estar dos bichinhos, resulta em muitas ninhadas abandonadas à própria sorte. 
Para mudar a ventura dos animais domésticos de hoje e reduzir a super-população, a castração se torna fundamental para os donos e seus tutelados. Procedimento rápido, seguro e bastante acessível à população, traz outras vantagens para os pacientes, previne o câncer de mama e de próstata, além de infecções uterinas comuns em cadelas mais idosas. E o melhor de tudo, a prefeitura disponibiliza castrações gratuitas aos interessados na saúde de seus protegidos. 
A Malu, recolhida das ruas há menos de uma semana, já está no caminho da posse responsável. Será entregue castrada ao adotante. Abandonada sábado passado, 6, em uma caixa de papelão na porta de sua protetora, já está ampla e folgadamente instalada na casa. Saiu do aperto, literalmente. Tem como característica principal a proteção da casa, sempre zela por seus tutores. Ela, ao contrário de muitos cães retirados da rua, vende saúde, possui peso bom, pelo brilhante e nenhuma ferida, apenas marcas de uma vida que deve ficar no passado, como experiência ruim. 
Características:
- pequeno porte; 
- aproximadamente cinco meses;
Contatos para adoção, São Paulo - SP:
Fanny Schües
E-mail: fanny.schues@uol.com.br