É muito difícil não se render aos
encantos das cidades fluminenses. No rol de inúmeros locais dignos de
visita está Paraty com sua importância histórica inegável e seu charme.
Todavia conforme se anda pela cidade, o olhar atento capta um aspecto de
sua personalidade que turva um pouco de sua beleza. Lá, inúmeros cães
zanzam pelas ruas de pedra seguindo seu instinto natural de comida. O
local preferido desses sem-teto é a Praça Monsenhor Hélio Pires - em
frente à Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios - onde podem
conseguir restos de comida dos vários restaurantes e bares instalados
ali.
Visando minimizar esse problema, a nova prefeitura poderia fazer uma campanha sobre posse responsável a fim de que seus habitantes se apropriem da importância da castração, além de não abandonarem seus cães ao relento. Acaso o poder público não tenha interesse na pauta, alguma ONG fluminense ligada a causa animal poderia tentar uma ação mais eficaz em Paraty.
Mas não são apenas esses animais de pequeno porte que sofrem. Os cavalos que puxam as charretes nos passeios que alegram e inteiram os turistas sobre a história da cidade estão muito descuidados e perambulam cansados. O que deveria ser um visão alegre e saudosista de meio de transporte se transforma em decepção - ningúem fica com vontade sequer de tocá-los.
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Foto/Rodrigo Soldon |
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Foto/Rodrigo Soldon |
