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quarta-feira, abril 22, 2009

[ADOÇÃO] João Francisco: Energia Dobrada

Não se sabe bem como ele foi parar lá, entremeado no corre-corre da Ponte João Dias, zona sul de São Paulo, modificando o primeiro domingo do mês de Luciene. Um cachorro de rua estava caído no canto esquerdo, atropelado, inerte. Os carros passavam a poucos centímetros do animal. Luciene estava de carona com a amiga, mas observadora, gritou que aquela parasse, pois havia um cachorro deitado na pista. Com o susto, a motorista quase causou um acidente! Não havia possibilidade de dar ré naquele local de movimento intenso. Fizeram o retorno na Ponte do Morumbi, quando Luciene desceu do veículo no farol que dá acesso à ponte. Assustada, chegou até o bichinho ferido. Parecia que estava morto, aquilo foi um choque, mas, questão de segundos, João Francisco levantou a cabeça. Alívio!
A partir dali, concentraria-se no resgate. Torceu para que ele confiasse nela. Aproximou a mão para o cãozinho cheirar, não teve nenhuma resposta de incômodo ou de violência. Recolheu-o em seus braços, com igual cuidado de uma enfermeira ao envolver um recém-nascido de parto, para não complicar os traumas do atropelamento.
Levado à uma clínica em Interlagos, por orientação da Marli da Abeac - Associação Bem Estar Animal Amigos da Celia, constatau-se que teve uma bacia quebrada e fora imediatamente submetido a uma longa cirurgia de restituição de uretra. Sobreviveu, ficou em observação e já está sem sonda há mais de um semana. Passa bem.
Aliviados, após salvarem uma criatura que muitos na Ponte João Dias apenas desprezaram, Marli, Luciene e demais defensores da vida animal, tentam arrecadar fundos para os altos custos de cirurgia e internação. Àqueles que quiseram ajudar os protetores da Abeac nesta empreitada dificílissima, seguem os dados bancários da entidade:
Abeac - Associação Bem Estar Animal Amigos da Célia
CNPJ: 06.164.870/0001-82
Banco Itaú (cód. 341)
Ag 0772
c/c 52385-8


João Francisco, o guerreiro, recupera-se (fotos abaixo). Uma curiosidade que não podia passar em branco é a etiologia desse nome composto. É a aglutinação de dois nomes que simbolizam o tempo atual do cão, João, em virtude de João Batista, significando o ressurgimento como nova criatura por meio do rito do batizado, e Francisco, de Francisco de Assis, patrono dos animais, uma homenagem a todos os envolvidos direta e indiretamente nesta dura cruzada.
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