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segunda-feira, agosto 03, 2009

Nino, o italianinho

Brasileirinho, com ascendência inglesa e nome italiano. Nino é fruto da globalização moderna. Estamos tão habituados a ela que pouco pensamos sobre todo o período histórico que a antecede, salvo claro, aqueles que viveram plenamente tal estado precedente da humanidade. Essa reflexão, mais que importante, e a coincidência do ponto de partida dela, o nome do cachorrinho abandonado, remete-nos a uma telenovela brasileira produzida pela Tv Tupi no final de 69, "Nino, o Italianinho". Seu enredo, o dia-a-dia de um imigrante italiano que trabalha arduamente em terras transcontinentais.
Muitos se identificaram com ele. Chegou ao país aos 15 anos juntamente com um tio. À base de muito "lavoro", conseguiu comprar um açougue. Com seus trejeitos típicos, mas fervendo de alegria e de bondade, tenta fisgar o coração de Natália que prefere um bom e abastado partido, o patrão, dono de uma joalheria.
Nesse ínterim, uma outra paixão se insinua, Bianca, meiga, tímida e que manca em uma das pernas, sofre em silêncio pelo italianinho. Pouco a pouco, as personagens vão se aproximando e Nino, em uma dessas manifestação paulatinas do destino, começa a vê-la com outros olhos e a deixar seu coração se levar ao sabor das ondas da vida. O resultado é uma belíssima e celebrada união ítalo-brasileira.
Esse enlaçe sentimental de duros percalços, atrapalhado por falsas expectativas de ambas as partes, é o núcleo central da trama. Entretanto há outros personagens que pontuam-na com suas batalhas diárias pelo pão e pelo bem-estar. Vale ressaltar o papel de Dona Santa, viúva e mãe de três mancebos, a típica mãe italiana: abnegada, expansiva, trabalhadora e superprotetora. Sua figura era muito valorizada pela vizinhança, todos a procuravam na dificuldade. Ela foi a dona santa-casamenteira que desviou os olhares do italianinho de Natália para Bianca.



Uma estória de dificuldades e adversidades que pela sua vivacidade marcou a dramaturgia brasileira. Na vida real, com o nosso Nino não é diferente, dourado na carapaça, mas acinzentado pelo destino, esse cocker experiente foi resgatado no último sábado, após 15 sofridos dias na rua, vagando, submetido ao trio parada dura: fome, frio e chuva, batalhando seu espaço com outros animais de rua e se esquivando dos chutes do animal homem. Seus olhos são o espelho dessa vida difícil. A Abeac - Associação Bem Estar Animal Amigos da Célia está trabalhando na sua recuperação. Pelo menos sua visão já captou uma nova cor, o branco da clínica em que está internado. Quando ganhar forças novamente, merece um novo direito à vida, no seio de uma família interessada e responsável.

Características:
- 10 anos de idade;
- Cocker Spaniel Inglês;

Contatos para adoção, São Paulo - SP:
Marli - e-mail: marli@abeac.org.br
Euridice - Tel.: (11) 5631-3852 ou (11) 7535-4183