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quinta-feira, setembro 10, 2009

Os protegidos de Dona Deôla

Um pouquinho depois da Segunda Grande Guerra, a imigrante portuguesa dona Deolinda abriu um negócio muito comum para os patrícios que se instalavam na antiga colônia, uma panificadora, a Padaria do Lar, na Pompéia. Naquele local aprazível, quase um retiro para os apreciadores dos seus esmerados quitutes, estava ficando famosa pela boa mão de confeiteira e já merecia um apelido mais carinhoso e curto, dona Deôla.
Anos à fio, a senhora lusa viu com alegria que suas receitas saborosas e de qualidade conquistavam os corações dos frequentadores locais, tornando-se quase um ponto de parada obrigatório. Muitos negócios foram fechados ali, quiçá, talvez, por influência do seu cafézinho? Mas Dona Deola resolveu um belo dia que era hora de pendurar as luvas de confeiteira e partiu para um novo negócio.
Mas o efeito Dona Deôla permaneceu no ar, nas ruas, no imaginário dos antigos frequentadores e na lembrança dos netos. Então, em 1.996, estes decidiram colocar a mão na massa, de pão, e abriram uma novo negócio que tinha a cara e a alma da avó, a primeira padaria Dona Deôla, na mesma esquina onde ficava a original. As suas iguarias seguiram conquistando novos clientes na região, o que levou naturalmente a uma expansão do negócio. Hoje são quatro unidades.
Agora, a mais nova delas, a de Granja Viana, abraça mais uma causa que tem o toque dona Deôla de ser: a "1ª Feira de Adoção no Pátio da Dona Deola". Ali, pessoas comuns que usam recursos próprios para socorrer e encontrar adotantes para cãezinhos que não tiveram muita sorte na vida exporão seus animaizinhos. Compareça, prestigie, seja seduzido pelo tradicional cafézinho com a marca Dona Deôla e por um olhar carinhoso de um cãozinho.